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Vínculo afetivo

Vínculo afetivo

por Sílvia Altran Bernardo - CRP 06/36065-6

Podemos dizer que o vínculo afetivo é a base para que se mantenha uma relação amorosa.

A distância afetiva até pode ocorrer para se evitar conflitos, porém, pode criar muitos obstáculos ao amor, pois esses conflitos não se resolverão enquanto não os enfrentarmos. E, enfrentá-los, juntos, é a melhor decisão para fortalecer mais a relação.

Qualquer relação pode passar por diferentes fases e momentos de distanciamentos diante de certas circunstâncias. Quando estamos vivendo uma relação com especial consideração a certa pessoa, estarmos atentos a essas fases e buscarmos a compreensão do que está acontecendo é um cuidado para mantermos o relacionamento sólido.

Acumular problemas não resolvidos pode gerar fortes desgastes na relação, ambos se esquivam, há falta de interesse em estarem juntos, há ausência de diálogo e, as poucas conversas viram discussões até por pequenos motivos. A relação vai se tornando tóxica, há presença de manipulação, censuras, chantagens, vitimização e, muitas vezes, o silêncio e o tédio se tornam presentes entre duas pessoas tão próximas, mas, tão distanciadas uma da outra.

A intimidade é fundamental para fortalecer o relacionamento, porém, quando há um afastamento afetivo, situações de intimidade podem desaparecer.

Muitas vezes, diante de vários sinais de crise na relação, há a intenção de separação por parte de um ou de ambos. Muitos sentimentos surgem e os pensamentos se confundem. Ora ocorre a ideia de se separarem ora acreditam que ainda há razão para permanecerem juntos.

Se o casal se afastou, mas há dúvidas sobre se é o caso de separação ou não, então é o momento em que cada um faça uma avaliação pessoal e criteriosa sobre o que levou a relação a tal ponto e no que pode contribuir para torná-la construtiva outra vez. A convivência sempre traz desenvolvimento de habilidades, grandes aprendizados e crescimento, mas é comum não perceber tudo isso. Bom exercício para perceber esse movimento é refletir sobre o que aprendeu no relacionamento, o que poderia ter aprendido e não aprendeu e, nesse caso, o que atrapalhou a oportunidade de crescer e aprimorar-se.

Se houver disposição para mudar a relação e encarar o afastamento, é necessário compreender que o momento representa a oportunidade de grandes mudanças, pessoais inclusive. Uma das mudanças é passar a criar o hábito de demonstrar as emoções, pois, expressar ao outro o que precisa e o que quer dentro do relacionamento será sempre muito importante.

A decisão de retomada de uma união estremecida é um momento em que ambos devem reavaliar contratos e promover o crescimento da autoconsciência e do autodesenvolvimento de cada um; é uma chance de adotar novos comportamentos, de tomar decisão e agir de forma consistente e responsável.

Algumas sugestões que podem ajudar a refletir sobre como está o vínculo afetivo e como se direcionar a uma tomada de decisão mais consistente:

1. A reflexão. Ficar sozinho num final de semana pode ser uma experiência positiva para se perceber se há alguma dependência e como se lida com a solidão. Pode servir como um treino e também como uma redescoberta de desejos e interesses. Pode-se refletir sobre a relação e se a aproximação é movida realmente pelo desejo de estar com a pessoa ou se há dificuldade de ficar só. Refletir também sobre ganhos e perdas.

2. A avaliação. Olhar para a realidade, para as dificuldades, para os aspectos inaceitáveis, para o que precisa ser mudado, olhar para o que eu estou disposto a fazer para melhorar e/ou resgatar minha união. Avaliar os prós e os contras, olhando para todos os ângulos possíveis de alteração e se planejar para a volta ao "recasamento".

3. O planejar. O "recasamento" pode ser planejado como se ambos estivessem dispostos a novos contratos e novas experiências juntos. Ambos, com maior consciência e responsabilidade pela relação, terão adquirido maior noção da responsabilidade pelos movimentos dentro dessa relação: as trocas, as concessões, os aspectos mais difíceis de cada um.  

4. O desfrutar. A volta do "recasamento" poderá vir, sem pressa, agindo com calma e respeitando o ritmo um do outro. Ouvir e buscar entender o que o outro sinaliza são atitudes fundamentais. Acredite: a relação pode ser entendida como um grande investimento para o autoconhecimento e o aprimoramento de cada um.

5. O acompanhamento. A terapia individual e/ou de casal irá ajudar nesse movimento todo, será uma forma de acolhimento, onde o indivíduo poderá expor as suas questões e será auxiliado no processo de estabelecer novas organizações internas, ampliar suas compreensões, e adquirir meios para construção de caminhos para sair das dificuldades.   
 

Sílvia Altran Bernardo

Psicóloga clinica, há mais de 30 anos. Atendendo casal, adolescente, adulto e 3ª idade, com a abordagem Humanista Existencial/Gestalt. Tenho formação também em Comunicações Sociais; Curso Extensivo em Gestalt Terapia e em Psicologia Analítica Junguiana; e Capacitações em: Análise Psicodramática, Psicologia Positiva, Terapia
Cognitiva Comportamental e Capacitação em Terapia de Casal.
Meu convite à terapia: Vamos estudar o que se passa conosco: as ansiedades, as decepções, os desentendimentos, as dificuldades de comunicação, as agressividades, as inquietações, os medos, os nervosismos, os vazios, as ilusões, as perdas, os complexos, para enfim, buscarmos o entendimento e a compreensão do que ocorre conosco para vivermos cada vez melhor.
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