blogSELECT txt_atv AS TERAPEUTA_ATIVO FROM cadtxt WHERE txt_cod = 29 AND txt_atv = 'S'
A chegada de um filho transforma tudo. A rotina muda, o corpo muda, o sono muda e o casal também muda. No início, é comum que toda a energia vá para o bebê: o quartinho, o parto, as roupinhas, a adaptação aos novos horários. No meio de tanta novidade, é fácil esquecer que, além de pais, ainda somos parceiros. E é justamente aí que mora um dos maiores desafios da maternidade: continuar sendo casal quando nasce uma família.
Durante a gestação, quem carrega o bebê começa a sentir essa transformação muito antes. O corpo muda, os hormônios mudam, as emoções se misturam. Já a parceria (seja homem ou mulher) costuma perceber o impacto apenas depois do nascimento. É quando o bebê chega que o vínculo começa a se formar de fato, e junto com ele, surgem também as inseguranças, os medos e a sensação de não saber muito bem qual é o seu papel naquele novo cenário.
O puerpério, esse período delicado após o parto, é um turbilhão de emoções. O foco da mulher se volta completamente para o bebê, e é natural que aconteça uma espécie de "fusão" entre mãe e filho. O companheiro ou companheira pode se sentir de fora, sem saber como ajudar. Mas é exatamente nesse momento que o envolvimento e a empatia se tornam fundamentais. O cuidado não é só da mãe, é do casal. Dividir tarefas, levantar de madrugada, observar os sinais do bebê, entender os momentos de descanso: tudo isso é forma de amor.
O problema é que, muitas vezes, ninguém conversa sobre isso antes. Prepara-se o enxoval, mas não se prepara o relacionamento. O que antes parecia simples (conversar, resolver conflitos, tirar um tempo a dois) agora precisa ser reinventado. E se antes era possível "cada um ir pro seu canto" depois de uma briga, agora há um bebê que depende dessa parceria. É preciso aprender a dialogar de um jeito novo, mais empático e mais honesto.
Falar sobre sentimentos é um passo importante. Dizer "estou cansada", "me sinto sozinha", "sinto falta de nós" ou "estou me sentindo de fora" não é sinal de fraqueza, é uma maneira de construir intimidade real. A comunicação nesse período precisa ser menos sobre apontar erros e mais sobre expressar emoções. Isso ajuda o casal a entender que os dois estão tentando dar o seu melhor dentro das suas limitações.
Também é natural que o desejo sexual mude. As alterações hormonais da amamentação reduzem a libido da mulher, e a fusão emocional com o bebê faz com que o olhar e a energia fiquem voltados para o cuidado. Não existe prazo certo para "voltar ao normal", o corpo e o coração precisam de tempo. Por isso, impor o sexo ou viver essa fase com culpa só aumenta o distanciamento. É importante conversar abertamente sobre o que cada um sente, sem cobranças, respeitando o tempo do outro. O desejo pode mudar de forma, mas pode se reencontrar quando há carinho, paciência e conexão.
Muitos casais acreditam que para se reconectar precisam de algo grandioso: uma viagem, um jantar romântico, uma noite perfeita. Mas, na verdade, são os gestos simples que alimentam a intimidade: um café preparado com carinho, um abraço silencioso no fim do dia, deitar juntos mesmo que seja só para ver TV. A presença é o que sustenta o vínculo quando o cansaço é grande e o tempo é curto.
Criar um pequeno ritual de conversa também ajuda muito. Pode ser uma hora na semana para falar sobre o que cada um está sentindo, ou até cinco minutos antes de dormir. Perguntar "como você está?", e realmente escutar a resposta, pode fazer mais diferença do que parece. Esses momentos abrem espaço para que o casal se reencontre, se compreenda e volte a se enxergar como parceiros nessa jornada que é ser família.
A maternidade muda o casamento, sim. Mas não precisa ser o fim da relação como era antes, pode ser o começo de uma nova forma de amar. Quando os dois se comprometem a atravessar juntos essa fase, com respeito, empatia e paciência, o vínculo se fortalece. O amor amadurece, ganha novas formas, novos gestos e um novo sentido. Porque, no fim, estar em um relacionamento é isso: aprender a se reencontrar, de novo e de novo, em cada fase da vida.
Olá! Sou Psicóloga e Sexóloga. Atendo online tanto individual quanto casais.
Minha paixão é ajudar pessoas a desenvolverem relacionamentos saudáveis, satisfatórios e, principalmente, repletos de intimidade e conexão verdadeira. Ao longo dos anos, tenho tido o privilégio de guiar casais e indivíduos em suas jornadas de autoconhecimento e construção de vínculos emocionais mais profundos.
Meu trabalho é pautado em oferecer um espaço seguro para que você possa explorar suas emoções, entender seus padrões de comportamento e, claro, aprimorar a qualidade da sua vida sexual. Acredito que a comunicação aberta e o respeito são os alicerces de qualquer relacionamento feliz.
Além das consultas terapêuticas, eu compartilho conteúdos gratuitos nas minhas redes sociais, onde você encontrará dicas, reflexões e ferramentas para melhorar sua vida amorosa e sexual. Será um prazer manter essa troca com você por lá também!
Siga-me nas redes sociais: Instagram: @laryssa_justo