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A comunicação é um dos pilares mais importantes de qualquer relacionamento. E, ao contrário do que muitos pensam, ela não acontece apenas nas conversas, acontece também no silêncio, nos gestos, nas atitudes e até nos afastamentos. Você já teve a sensação de que falou algo simples, mas o outro reagiu como se tivesse sido um ataque? Pois é? comunicação vai muito além do conteúdo das palavras.
No segundo episódio da primeira temporada do podcast Ouvi na Terapia de Casal, falamos sobre as cinco leis da comunicação propostas por Paul Watzlawick e como elas se aplicam diretamente à vida a dois. Vamos conversar sobre cada uma delas?
1. É impossível não se comunicar
Mesmo quando um dos parceiros se cala, cruza os braços ou sai do ambiente, ele está dizendo algo. O silêncio, muitas vezes, fala mais do que mil palavras. O problema é que o outro pode interpretar esse silêncio de maneira equivocada ? como desprezo, desinteresse ou descaso. Por isso, é fundamental entender que toda atitude comunica algo, ainda que de forma não verbal.
2. Toda comunicação tem um conteúdo e uma relação
Quando dizemos "Você não lavou a louça", não estamos apenas apontando um fato. O tom, o olhar, o momento e o histórico da relação também entram em cena. Pode ser que o outro escute essa frase como "Você não se importa comigo" ou "Eu faço tudo sozinha(o)". A forma como dizemos as coisas é tão importante quanto o que dizemos. Tudo pode ser dito, mas o cuidado com a forma transforma o impacto.
Dica prática: tente começar frases usando o "eu" em vez de "você". Por exemplo: "Eu me sinto sobrecarregada quando vejo a pia cheia, mesmo depois do nosso combinado".
3. Cada um interpreta a conversa de um jeito
É comum que casais se percam em discussões tentando descobrir quem começou o conflito. Mas essa busca por culpados costuma ser inútil ? cada um parte de um ponto de vista diferente, baseado na sua história, nas suas dores e percepções. O foco precisa mudar da pergunta "quem começou?" para "o que está acontecendo aqui que precisa ser cuidado?".
4. Nos comunicamos com palavras e com o corpo
A comunicação não verbal pode dizer exatamente o oposto do que estamos afirmando. Dizer "tá tudo bem" com a cara fechada e os ombros tensos envia uma mensagem bem diferente de quem realmente está tranquilo. Se você percebe essa incongruência no outro, pergunte de forma direta e cuidadosa: "Você disse que está tudo bem, mas seu corpo está me mostrando outra coisa. É isso mesmo?".
Essa atitude evita mal-entendidos e fantasias mentais ? aquelas histórias que a gente cria com base em suposições não confirmadas.
5. Toda relação alterna entre momentos simétricos e complementares
Haverá dias em que vocês estarão em sintonia, pensando parecido, caminhando juntos. Em outros, um estará mais vulnerável e o outro precisará apoiar. O problema surge quando há rigidez nesses papéis: quando um sempre manda e o outro sempre obedece, ou quando a disputa por ter razão se torna constante. O segredo está em reconhecer esses movimentos e usar as diferenças como oportunidade de crescimento, e não como campo de batalha.
Comunicação é prática, não dom
A boa notícia é que comunicação se aprende. E quando o casal aprende a olhar para os próprios padrões, a relação deixa de ser um território de disputas e vira um espaço de encontro. Se você e seu parceiro(a) se reconheceram nesses pontos e sentem que precisam de ajuda para construir uma comunicação mais saudável, a Terapia de Casal pode ser um caminho transformador.
Psicóloga CRP 07/26032 com Especialização em Terapia Sistêmico-Cognitivo de Famílias e Casais e em Sexualidade Humana. Tem como missão auxiliar pessoas e casais a descobrirem e se conectarem com sua forma de amar (monogâmica ou não). Hoje realiza sua missão através dos atendimentos clínicos online a casais e também através da capacitação Ser Terapeuta de Casal que educa e empodera psicólogas no atendimento com casais. Luta por um mundo em que a diversidade seja reconhecida para que todos possam receber atenção, acolhimento e atendimento qualificado. Idealizadora deste site de indicações e supervisora das/os psicólogas/os nele cadastradas/os.